Somos Escola Azul!

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O Agrupamento de Escolas Leal da Câmara é já oficialmente Escola Azul. Temos as seis escolas do agrupamento a trabalhar intensamente com várias turmas em atividades ligadas à temática da sustentabilidade dos nossos oceanos. Neste contexto, está a ser desenvolvido o projeto Mare Nostrum Est, ao qual está intimamente ligado o projeto Cartas de Neptuno no âmbito do Ler+ Mar do Plano Nacional de Leitura 2027.

No dia 7, por volta das 9:45 horas aconteceu o hastear da bandeira e o descerramento da placa Escola Azul na presença de representantes da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, do Diretor do Agrupamento de Escolas Leal da Câmara, Professor Jorge Lemos, dos alunos embaixadores Escola Azul, da Direção da Associação de Estudantes, de representantes do Conselho Geral do Agrupamento, dos coordenadores e dinamizadores do projeto de diversas escolas e ainda de diversos alunos das turmas envolvidas.

A todos se agradece a honra da sua presença e se desejam as maiores felicidades no percurso da promoção da literacia dos oceanos. O planeta assim o exige!

Equipa Escola Azul

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Conferência sobre Microplásticos nos Oceanos

Na passada quarta-feira recebemos na escola a cientista Filipa Bessa, investigadora do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra.

A nossa convidada falou do seu trabalho de investigação no âmbito dos micro e nos nanoplásticos, do problema que eles representam para os oceanos e consequentemente para os seres humanos, e apresentou algumas das soluções para enfrentar esses problemas.

A Prof. Dra. Filipa Bessa apresentou ainda a recentemente lançada aplicação sobre lixo marinho – lixomarinho.app, tendo convidado todos os alunos a participar. Também disponível no facebook e Instagram, esta app permite a contagem simples e mapeamento de lixo marinho em praias da costa portuguesa, nomeadamente em eventos de limpeza dos areais, visando funcionar como observatório nacional de lixo marinho.

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No decurso da Conferência, foi ainda apresentado o Concurso de Fotografia sobre o Mar, dinamizado pelo Núcleo de Fotografia da ESLC, e para qual estão convidados a participar todos os alunos do 3.º ciclo e do Ensino Secundário do Agrupamento.

Como habitualmente, os alunos presentes fizeram a avaliação da sessão, cujos resultados podem ser consultados aqui: Palestra Filipa Bessa – avaliação da sessão. e onde se constata que 90% dos alunos considera ter aprendido muito com a sessão.

Balanço da mesa redonda «O Mar na Ciência e na Literatura»

Na passada quarta-feira, 13 de fevereiro, decorreu no auditório da Escola Secundária Leal da Câmara a mesa redonda «O Mar na Ciência e na Literatura», com a presença da escritora Deana Barroqueiro e dos cientistas Ana Rita Lopes e Tiago Grilo.

Temas como a sustentabilidade dos oceanos, os efeitos do aquecimento dos oceanos e a economia azul cruzaram-se com o papel do mar na literatura e na história de Portugal, num debate muito interessante e participado.

Ana Rita Lopes e Tiago Grilo falaram do seu trabalho no MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Lisboa, e Deana Barroqueiro evocou a figura de Fernão Mendes Pinto, protagonista de O Corsário dos Sete Mares, obra que foi lida este ano letivo pelos alunos participantes no Concurso de Leitura.

A  avaliação da mesa redonda pelos alunos reflete o impacto positivo da atividade, com uma larga maioria a mostrar um grau de satisfação elevado.

Aqui ficam algumas imagens do evento:

Microplásticos nos Oceanos – Palestra com Filipa Bessa

Na próxima quarta-feira, 20 de fevereiro, vamos receber, no auditório da Escola Secundária Leal da Câmara, a investigadora Filipa Bessa, para uma palestra sobre os Microplásticos nos Oceanos. Trata-se de mais uma atividade dos projetos Ciência, Biblioteca e Cidadania, Ler+ Mar e Escola Azul.

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Bióloga, Mestre em Ecologia Marinha e Doutorada em Biociências pela Universidade de  Coimbra, Filipa Bessa é atualmente é investigadora no MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra –  e a sua investigação é dirigida à avaliação da poluição por microplásticos nos ambientes marinhos e costeiros e as suas interações com espécies aquáticas. Tem participado em vários projetos nacionais e internacionais sobre esta problemática, e atualmente é membro do comité de cientistas responsáveis pelo acompanhamento do estado da arte do grupo “Micro e nano plásticos” que apoia a Comissão Europeia.

Em paralelo, tem desenvolvido iniciativas de comunicação de ciência para o público em geral (workshops, palestras e exposições temáticas), e participa em projetos e ações de sensibilização ambiental direcionada para a temática do lixo marinho.

Partindo de um gosto pessoal pela fotografia, tem produzido exposições pop-up de composições de imagens macro que vai captando no laboratório, que transmitam conceitos científicos e aproximem o público da Ciência.

Foi a vencedora do concurso de fotografia macro, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, no âmbito da campanha Clean Seas, com a fotografia intitulada “SeaPlasticSalt”.

Semana das Ciências 2019

Com muita energia, entusiasmo e imensa qualidade, decorreu no nosso Agrupamento, em janeiro, a Semana da Ciência organizada pelo Departamento de Ciências Experimentais, na Escola Básica Padre Alberto Neto.

Desde exposição de trabalhos realizados pelos alunos dos 2.º e 3.º ciclos, no âmbito das disciplinas da área das ciências, a jogos e atividades práticas, passando por conferências, a animação foi visível e o entusiasmo alimentou o gosto pela ciência nos nossos pequenos jovens.

Nas conferências tivemos o prazer de receber os investigadores Miguel Lajas, Rita Ramos, Joana Peixoto, Ana Lemos, Nuno Leal e Mariana Batista, envolvidos em projetos internacionais ligados à proteção da biodiversidade. Trouxeram momentos de enorme interesse quer para alunos, quer para professores.

A Tabela Periódica dos elementos, que em 2019 faz 150 anos, marcou presença num bolo e cupcakes devidamente ilustrados, na perspetiva de chamar a atenção para o seu papel central na ciência, ao mesmo tempo que faziam as delícias dos mais gulosos em dia de festa.

Foi uma semana de grande relevo na vida do Agrupamento.

Parabéns a todos os organizadores!

Aqui ficam algumas fotos:

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Mesa Redonda: O Mar na Ciência e na Literatura

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Na próxima quarta-feira, 13 de fevereiro, decorre na escola a mesa redonda «O Mar na Ciência e na Literatura». A atividade acontece no âmbito dos projetos Biblioteca, Ciência e Cidadania (apoiado pela Câmara Municipal de Sintra, no âmbito do 12.º Concurso de Projetos de Qualidade e Excelência do Concelho de Sintra), Ler+ Mar e Escola Azul.

A mesa redonda contará com a presença da escritora Deana Barroqueiro e dos cientistas Ana Rita Lopes e Tiago Grilo.

cf1d6-deanaDeana Barroqueiro

Deana Barroqueiro é uma das mais destacadas escritoras de romance histórico português, do século XXI, com uma vasta obra, predominantemente de personagens e acontecimentos do Renascimento e Descobrimentos Portugueses, período que estuda há mais de trinta anos. O mar é por isso uma presença constante nas suas obras, onde se destacam O Espião de D. João II, sobre Pêro da Covilhã, O Navegador da Passagem, sobre Bartolomeu Dias, e O Corsário dos Sete Mares, sobre Fernão Mendes Pinto, obra que foi lida este ano letivo pelos alunos participantes no Concurso de Leitura.

0ee70-anaritaAna Rita Lopes

Ana Rita Lopes concluiu recentemente o doutoramento em Ciências do Mar (2018) no MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Lisboa, sob a orientação de Rui Rosa (MARE) e Mário Diniz (FCT-UNL). O seu doutoramento visava compreender como os organismos marinhos poderão lidar com cenários futuros de aquecimento e acidificação dos oceanos, bem como a combinação com contaminantes.

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Tiago Grilo é investigador pós-doutorado do MARE, que visa compreender os impactos das alterações climáticas (ex. aquecimento e a acidificação dos oceanos), e mobilização de poluentes ambientais nos ecossistemas e biodiversidade marinhas. É o investigador coordenador do projeto CLIMATOXEEL, cujo objectivo visa investigar a resiliência da enguia de vidro a fatores climáticos e humanos. Exerce colaboração em vários projetos de educação ambiental.

Imagens: O cheiro dos livros e MARE

Apelando à ação!

Na Biblioteca Escolar da Escola Básica 2,3 Padre Alberto Neto, alunos do 5.º ao 8.º ano, trabalhando competências de comunicação, mergulharam na promoção da sustentabilidade do azul do nosso planeta, dos nossos oceanos.

Puseram mãos à obra e produziram cartazes que apelam a atitudes de rejeição do uso de palhinhas, de garrafas de plástico, de cotonetes… enfim, de plástico descartável.

Veja a galeria de cartazes produzidos e… já agora… siga o apelo.

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Mare Nostrum Est

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O mar é nosso… é para cuidar!

Ao longo deste ano letivo, queremos que a ciência e a biblioteca se constituam como terra fértil para fazer germinar sementes de cidadania – as nossas crianças e jovens – esperando que venham a contribuir para um mundo mais feliz.

Ser cidadão numa sociedade em que há uma clara opção pela competitividade, focada no sucesso de cada indivíduo, não deixa grande margem para a felicidade e o bem-estar de todos. Por um lado, agudizam-se as assimetrias, deixando transparecer uma comunidade socialmente doente. Por outro, os ataques ambientais são comuns e aparentemente inevitáveis. O que interessa é “crescer”, o que quer que isso queira dizer.

Impõe-se uma mudança de paradigma. Deslocar o foco. Para o bem comum, para o bem-estar da comunidade.

Saber viver em comunidade, tomar decisões favoráveis a todos, partilhar problemas, construir soluções negociadas entre todos. Para lá chegarmos, há que aprender a ser cidadão no contexto da democracia, sendo certo que esta cidadania não é fácil de atingir. Tem de ser aprendida, exercitada e utilizada. Este é o nosso desafio, este ano enquadrado num tema emergente – a sustentabilidade dos oceanos.

O Agrupamento de Escolas Leal da Câmara apresentou a candidatura ao Programa do Ministério do Mar e já é Escola Azul com o Projeto Mare Nostrum Est. É um projeto de Agrupamento, integrado no espírito do projeto Ciência, Biblioteca e Cidadania, que envolve várias turmas de todos os ciclos, desde o Pré-escolar ao Secundário, bem como diversas estruturas do Agrupamento, como o Clube dos Oceanos, o Núcleo de Fotografia, o Centro de Produção Audiovisual, o Teatro Reticências, a Rádio Onda Jovem e a Rádio Sem Limites, entre muitas outras parcerias dentro e fora do Agrupamento. Por outro lado, a escola secundária apresentou também a candidatura ao Projeto aLer+Mar do Plano Nacional de Leitura, com o projeto Cartas de Neptuno, sendo uma das dez escolas selecionadas, criando-se, assim, sinergias favoráveis à promoção da sustentabilidade dos oceanos.

Vamos cuidar dos nossos oceanos, enquanto cuidamos de aprender a viver em democracia e a ser cidadãos com consciência planetária, construtores de uma sociedade justa, socialmente saudável, e de um melhor ambiente.

A equipa dinamizadora do Ciência, Biblioteca e Cidadania

Água engarrafada ou água da torneira?

O tema da água é fulcral ou não fosse essencial à vida na Terra. A sustentabilidade associada ao abastecimento público, quer através da canalização, quer pelo engarrafamento e distribuição comercial, é uma questão que merece atenção, sobretudo, atendendo a que nos últimos anos tem vindo a crescer o consumo de água engarrafada, muito pela ideia que se tem generalizado de que é melhor para a saúde por não ser sujeita a tratamento químico. No entanto, a quantidade incomensurável de resíduos provocados pela acumulação de garrafas e tampas obriga a repensar, a olhar o problema e a tomar uma decisão devidamente fundamentada. Este foi o tema proposto à preparação de uma sessão em role-playing, com diferentes papéis da sociedade, numa turma de alunos de 11º ano de ciências e tecnologias, no contexto da disciplina de Física e Química A.

Abordaram-se argumentos económicos, científicos, sociais, éticos e apresentaram-se diferentes soluções para os diferentes problemas abordados.

Acima de tudo, a discussão permitiu esgrimir vários argumentos que, para a grande parte da plateia, eram novos, servindo para clarificar um problema da sociedade. Deste modo, contribuiu-se para uma tomada de decisão fundamentada, ao mesmo tempo que se sensibilizou a comunidade para um grave problema ambiental.

A avaliação feita antes e depois da sessão mostrou um impacte deveras positivo na opção pela água da torneira, sobretudo pelo grave problema ambiental causado pela acumulação de plástico nos oceanos.

Acredita-se que estas “pequenas gotas” são importantes para construir o “oceano” da sustentabilidade do planeta.

Arlete Cruz