Publicado em Física

A tecnologia LED em discussão numa aula aberta

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Em 2014, o Prémio Nobel da Física foi atribuído a três cientistas japoneses, da Universidade da Califórnia, nos EUA, por terem inventado há 20 anos, um LED de luz azul que veio permitir uma revolução na quantidade de energia necessária para iluminar as nossas cidades e casas, além de proporcionar uma série de outras opções tecnológicas com que somos e seremos presenteados daqui para o futuro.

Mas, tal como com muitas outras tecnologias, questiona-se se esta tecnologia LED será completamente inócua. Foi desta questão-problema que, no contexto curricular da disciplina de Física e Química A, as turmas 10.º C1 e 10.º C3 partiram para a discussão num cenário de role-playing sujeito ao tema “Lâmpadas LED nas salas de aula – Sim ou não?”.

O recurso a uma estratégia de representação de papéis teve a intenção de tornar a tarefa mais divertida para os alunos, mas sobretudo porque garantia que as vertentes de abordagem da questão se alargassem durante a discussão, permitindo enriquecê-la.

Com base num guião, todos os alunos fizeram a pesquisa, e, em grupo, prepararam um personagem para a discussão entre os representantes dos diversos grupos. No caso do 10.º C1, aconteceu numa aula aberta às famílias, no dia 14 de junho de 2017 pelas 19:00 horas.

O entusiasmo e entrega por parte dos alunos envolvidos foi deveras evidente e as famílias demonstraram sentido agrado pelo momento de partilha de práticas educativas que a escola proporcionou. Agradece-se a disponibilidade e o interesse com que as famílias corresponderam ao convite, tendo com a sua presença oferecido a oportunidade de elevar o grau de responsabilidade e de exigência associado ao trabalho desenvolvido. Em rede, escola e famílias, o nível de educação dos nossos jovens fica a ganhar.

Publicado em Química

A Vida Secreta dos Materiais

Obra de Mark Miodownik, editada pela Bizâncio, “A Vida Secreta dos Materiais” foi desvendada por alunos de Química da turma 12.º C3, sob orientação da professora Rosália Vicente. Trata-se de uma obra que foi eleita pela Royal Society of London como o melhor livro de ciência de 2014.

O projeto apresentou-se como um cenário de aprendizagem que teve como pano de fundo os princípios orientadores do programa de Química do 12.º ano: Ensinar Química como um dos pilares da cultura do mundo moderno, para o dia-a-dia, como forma de interpretar o mundo, para a cidadania, para compreender a sua inter-relação com a tecnologia; para melhorar atitudes face a esta Ciência, por razões estéticas e para preparar escolhas profissionais.

O nosso mundo é formado por diversas matérias e materiais e, afinal, quais serão as histórias estranhas que existem por detrás de cada um deles? Em muitos deles (quase todos) há um autêntico milagre de arte, criatividade e design. Da simples chávena de chá ao mais complexo motor a jato. Dez importantes capítulos da obra lidos com interesse para depois, com igual interesse, dar oportunidade a que a imaginação e o conhecimento tivessem a sua máxima expressão. No final, como resultado do trabalho desenvolvido, a participação no concurso de fotografia “A Vida Secreta dos Materiais” e na mostra de modelos tridimensionais associados ao material que cada grupo escolheu trabalhar.

A qualidade do trabalho desenvolvido mereceu destaque, tendo sido oferecidos alguns prémios aos alunos envolvidos.

Parabéns a todos.

Publicado em Física

Inquiry no Agrupamento Leal da Câmara

Nos dias 5 e 6 de junho de 2017, alunos do 12.º C4 e do 11.º C6, com a professora de Física e Química Maria Manuel Costa, deslocaram-se à escola EB1 de Rio de Mouro 1 para orientarem os seus colegas de 4.º ano numa investigação. O problema “Que material devemos escolher para a construção de uma nave espacial?” serviu de motor para toda a investigação levada a cabo pelos alunos mais jovens, orientados pelos seus colegas mais crescidos. Uns e outros tiveram de adquirir/mobilizar competências associadas à natureza da ciência para que conseguissem, de modo científico, extrair uma conclusão. Com recurso a um kit da ESA (Agência Espacial Europeia), gentilmente cedido para o efeito pelo Ciência Viva – Pavilhão do Conhecimento, estudaram as propriedades exigidas para a situação em causa, colocaram hipóteses, experimentaram, mediram diferentes propriedades de diferentes materiais, utilizaram conceitos científicos associados a correta linguagem científica, registaram os resultados, analisaram-nos e, como investigadores a sério, tiraram conclusões baseadas na evidência científica. A par disso, é de notar que, durante as quase duas horas de trabalho, não houve ninguém, entre os mais e os menos jovens, que estivesse fora da tarefa. O entusiasmo e a concentração eram evidentes, ou seja, aconteceu verdadeira aprendizagem. É caso para dizer que o caminho da aprendizagem em ciência no século XXI deve ser trilhado por aqui, pela utilização da metodologia de Inquiry. Haja condições para explorar e desenvolver este tipo de trabalho e assim será.

Arlete Cruz

Publicado em Física, Química

Pipocas com telemóvel e a pseudociência

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Uma das finalidades do programa da disciplina de Física e Química A é “Proporcionar aos alunos uma base sólida de capacidades e de conhecimentos da física e da química, e dos valores da ciência, que lhes permitam distinguir alegações científicas de não científicas, especular e envolver-se em comunicações de e sobre ciência, questionar e investigar, extraindo conclusões e tomando decisões, em bases científicas, procurando sempre um maior bem-estar social.”

Com base numa obra de divulgação científica, Pipocas com telemóvel e outras histórias de falsa ciência, de David Marçal e Carlos Fiolhais, editado pela Gradiva, alunos das turmas 10ºC1 e 10ºC3 foram desafiados a realizarem um pequeno vídeo acerca de uma das histórias que leram. Recorrendo à leitura da obra, a outras pesquisas, a evidência científica ou ainda, em alguns casos, ao humor, desmontaram aldrabices científicas que abundam na net ou na publicidade com que somos bombardeados com o fim de contribuir para lucros que grandes empresas pretendem alcançar.

Muitos destes pequenos vídeos, realizados com tanto entusiasmo, demonstram que algum caminho no desenvolvimento do pensamento crítico já foi feito. Espera-se que continuem com a lanterna do conhecimento acesa para que contribuam para uma sociedade esclarecida.

Departamento de Ciências Experimentais do AELC

Publicado em Física, Química

Moedas de 5 cêntimos e gotas de água

Nas últimas semanas de aulas do 1.º período e do 2.º período, aconteceram workshops do projeto “+ Ciência na Leal” com a designação “Moedas de 5 cêntimos e gotas de água”, em que se trabalharam competências associadas à natureza da ciência. Mais concretamente, utilizando a metodologia de Inquiry, os alunos perante o problema “Quantas gotas de água consegues colocar em cima de uma gota de água?” tiveram de observar as variáveis que influenciavam o resultado, planear a experiência de modo a controlar essas variáveis, experimentar, interpretar e concluir.
Com uma situação bem simples, foi possível explicitar o modo como um cientista tem de trabalhar quando faz investigação.
O interesse demonstrado pelos cerca de 40 alunos envolvidos nos dois workshops, deixa pensar que este é o caminho da educação em ciência no século XXI.
O Grupo de Física e Química

Publicado em Alunos, Ciências Naturais, Escola

As Ciências da Escola Básica Padre Alberto Neto na Futurália 2017

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No dia 29 de março 2017 representámos a Escola Básica Padre Alberto Neto no Espaço Capital Humano na Futurália, apresentando o projeto “Implementação de Práticas de Diferenciação Pedagógica” no âmbito das disciplinas de Ciências Naturais e Físico Química de 7º ano de escolaridade. Em representação das nossas turmas, 7ºD e 7ºI, demos a conhecer um pouco do que desenvolvemos nas aulas, demonstrando e sendo monitores de diversas atividades e desafios.

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No final do dia e em modo de balanço, os nossos professores, Fernando Loureiro, Cristina Pereira e Zilda Mesquita registaram algumas das nossas reflexões sobre este evento: ”Valeu a pena o esforço e o cansaço pois podemos apresentar o nosso trabalho e ele foi valorizado por muitas pessoas” (Camila Barros, 7ºI); “Ficaram-me a doer os pés mas foi muito divertido! Foi giro ver as pessoas a reagir positivamente às nossas atividades” (Inês Gato, 7ºI); “Foi muito emocionante e a interacção com as pessoas deixou-me mais confiante.” (João Coelho, 7ºD); “Para o ano quero ir outra vez! Foi uma experiência muito fixe e diferente” (Carolina Farinha, 7ºD); “Adorei esta experiência! Deu-me a conhecer novos projetos e pude dar a conhecer o nosso. O esforço valeu a pena!” (Angélica Palma, 7ºD) e sobre o facto de ter sido monitor, o Ricardo Rodrigues do 7ºI referiu “Quando começamos a falar… sai … é espontâneo e libertamos a ansiedade e os nervos.”
Angélica Palma, Camila Barros, Carolina Farinha, Inês Gato, João Coelho e Ricardo Rodrigues

Publicado em Atividades, Ciências Naturais

Os vulcões e as erupções vulcânicas

Durante as aulas de CN decorreu uma atividade prática que tinha como objetivo os alunos tomarem conhecimento dos vulcões e dos diferentes tipos de atividade vulcânicas existentes.

Numa primeira fase, os alunos, em grupo, e com bastante empenho, construíram maquetes de vulcões em 3D. As mesmas fizeram posteriormente parte de uma exposição sobre a Ciência que decorreu no átrio da Biblioteca para toda a escola.

Numa segunda fase, os alunos simularam uma atividade vulcânica efusiva.

A professora de CN,

Lurdes Ferreira

Publicado em Atividades, Ciências Naturais

ATIVIDADE PRÁTICA: VAMOS “FAZER” FÓSSEIS

Durante as aulas de CN, os alunos das turmas do 7.º ano desenvolveram a atividade prática: Vamos “fazer” fósseis.

Com esta atividade pretendeu-se que os alunos se apercebessem do quão difícil é um ser vivo fossilizar e, ainda assim, a sua marca chegar aos nossos dias.

Os alunos chegaram ainda à conclusão que as partes duras dos seres vivos fossilizam mais facilmente que as suas partes moles, ficando mais bem marcadas nas rochas. Puderam também concluir que a erosão leva à destruição dos fósseis, impedindo que estes cheguem à atualidade por virem a ser destruídos ao longo do tempo.

Os alunos participaram na atividade com grande entusiasmo e interesse, tendo sido alcançados os objetivos da mesma.

Seguem algumas imagens do decurso da atividade.

A professora de CN,

Lurdes Ferreira

Publicado em Atividades, Escola

A Pseudociência

Cartaz David Marçal

Uma das finalidades do ensino das ciências é proporcionar a distinção entre alegações científicas e não científicas, o questionamento e a investigação para extrair conclusões baseadas na evidência científica que possam fundamentar tomadas de decisão com vista a um maior bem-estar social.

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Neste contexto, no dia 10 de março de 2017, recebemos David Marçal na Escola Secundária Leal da Câmara que nos veio falar da pseudociência com que hoje a sociedade é assaltada, sobretudo nos anúncios publicitários dos meios de comunicação social. Ajudou-nos a desmontar o discurso a que recorrem muitas empresas que utilizam indevidamente termos ou expressões científicas com a ideia de dar credibilidade às afirmações que fazem acerca dos produtos que vendem com o único objetivo de produção de lucros fáceis. Quem não seja detentor de conhecimento ou de atitude de investigação pode muito facilmente ser manipulado pelos interesses dessas empresas e ser prejudicado, quer financeiramente, quer na sua saúde.
O discurso muito acessível de David Marçal deixou claro que o conhecimento científico numa sociedade que se funda, para o bem e para o mal, no paradigma da ciência é absolutamente imprescindível.
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A Biblioteca e o Departamento de Ciências Experimentais agradecem, por um lado, à Editora Gradiva todo o apoio prestado para a realização desta aula aberta e, por outro lado, ao Centro de Produção Audiovisual a sua transmissão em direto online a partir do seguinte endereço: https://www.youtube.com/watch?v=wK7bWApOV1g. Bem hajam!

Arlete Cruz, professora de Físico-Química

Publicado em Escola, Física

A Utopia da Luz

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Na Escola Secundária Leal da Câmara a noite do dia 20 de janeiro de 2017 foi a mais aguardada do ano! Em quatro salas do pavilhão E os alunos do 12.º C4, orientados pela sua professora de Físico-Química, Maria Manuel Costa, iriam recriar e explicar fenómenos luminosos surpreendentes para deleite do conhecimento, da imaginação e dos sentidos dos seus familiares, amigos e restante comunidade.

Este espectáculo de ciência e magia começou à entrada da Escola com a marcação do percurso até ao pavilhão E através de velas sustidas por castiçais de papel colorido.

No átrio do pavilhão éramos recebidos por luz aprisionada em candeeiros de gelo multicoloridos e ondas tridimensionais com comprimento e frequência variável consoante a velocidade a que dois alunos aplicavam às cordas de luz com que pareciam convidar-nos a brincar.

Uma vez na Sala dos Lazers pudemos observar propriedades físicas da luz (reflexão, refracção e difracção) e comprovar que o lazer de cor verde é mais visível e espalha mais luz do que o de côr vermelha.

Na Sala Colorida e, sob os feixes de luz das três cores primárias (verde, vermelho e amarelo), pudemos verificar que a côr não é uma propriedade essencial dos objetos, mas  depende da radiação a que estes estão sujeitos. Divertidos por passarmos de uma cor para outra brincamos ainda com bolinhas de gel dispostas numa tina com água que recriam o funcionamento do olho e o efeito da luz quando atravessa os objetos. Antes de sairmos pudemos ainda observar, através do ocular de dois microscópioos, os ovários e os testículos de um animal.

Na Sala das Experiências fizeram-se experiências que nos deixaram, literalmente, mortos de medo! Uma com nitrocelulose à qual era aplicada um fósforo que produzia uma combustão muito rápida da qual resultava emissão de radiação e outra a partir da mistura de água oxigenada e detergente (pasta de dentes de elefante) sobre a qual se usou um catalisador que aumentou ainda mais a energia de activação desta reacção química. De fugir!

Foi com um sentido alívio que entramos na Sala dos Ultravioletas onde pudemos saborear gelatina e beber água tónica fluorescente e pintarmo-nos com canetas, batons, sombras e vernizes também eles fluorescentes. Parecia uma cenário digno de um dia das bruxas!

À saída, num painel disposto a todo o comprimento da parede, registámos, para memória futura e a caneta fluorescente, a nossa impressão deste serão inesquecível que terminou em festa com comidinhas, beijos, abraços e lágrimas, já antecipando as saudades que vamos ter dos momentos vividos aqui.