Mare Nostrum Est

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O mar é nosso… é para cuidar!

Ao longo deste ano letivo, queremos que a ciência e a biblioteca se constituam como terra fértil para fazer germinar sementes de cidadania – as nossas crianças e jovens – esperando que venham a contribuir para um mundo mais feliz.

Ser cidadão numa sociedade em que há uma clara opção pela competitividade, focada no sucesso de cada indivíduo, não deixa grande margem para a felicidade e o bem-estar de todos. Por um lado, agudizam-se as assimetrias, deixando transparecer uma comunidade socialmente doente. Por outro, os ataques ambientais são comuns e aparentemente inevitáveis. O que interessa é “crescer”, o que quer que isso queira dizer.

Impõe-se uma mudança de paradigma. Deslocar o foco. Para o bem comum, para o bem-estar da comunidade.

Saber viver em comunidade, tomar decisões favoráveis a todos, partilhar problemas, construir soluções negociadas entre todos. Para lá chegarmos, há que aprender a ser cidadão no contexto da democracia, sendo certo que esta cidadania não é fácil de atingir. Tem de ser aprendida, exercitada e utilizada. Este é o nosso desafio, este ano enquadrado num tema emergente – a sustentabilidade dos oceanos.

O Agrupamento de Escolas Leal da Câmara apresentou a candidatura ao Programa do Ministério do Mar e já é Escola Azul com o Projeto Mare Nostrum Est. É um projeto de Agrupamento, integrado no espírito do projeto Ciência, Biblioteca e Cidadania, que envolve várias turmas de todos os ciclos, desde o Pré-escolar ao Secundário, bem como diversas estruturas do Agrupamento, como o Clube dos Oceanos, o Núcleo de Fotografia, o Centro de Produção Audiovisual, o Teatro Reticências, a Rádio Onda Jovem e a Rádio Sem Limites, entre muitas outras parcerias dentro e fora do Agrupamento. Por outro lado, a escola secundária apresentou também a candidatura ao Projeto aLer+Mar do Plano Nacional de Leitura, com o projeto Cartas de Neptuno, sendo uma das dez escolas selecionadas, criando-se, assim, sinergias favoráveis à promoção da sustentabilidade dos oceanos.

Vamos cuidar dos nossos oceanos, enquanto cuidamos de aprender a viver em democracia e a ser cidadãos com consciência planetária, construtores de uma sociedade justa, socialmente saudável, e de um melhor ambiente.

A equipa dinamizadora do Ciência, Biblioteca e Cidadania

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Novo número da revista Ciência Elementar

Foi publicado um novo número da revista Ciência Elementar, a revista gratuita da Casa das Ciências. Neste número poderá encontrar temáticas tão variadas como Hereditariedade, Sexo & Género,  Computadores Quânticos,  Scratch e Beleza e Ciência.

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Água engarrafada ou água da torneira?

O tema da água é fulcral ou não fosse essencial à vida na Terra. A sustentabilidade associada ao abastecimento público, quer através da canalização, quer pelo engarrafamento e distribuição comercial, é uma questão que merece atenção, sobretudo, atendendo a que nos últimos anos tem vindo a crescer o consumo de água engarrafada, muito pela ideia que se tem generalizado de que é melhor para a saúde por não ser sujeita a tratamento químico. No entanto, a quantidade incomensurável de resíduos provocados pela acumulação de garrafas e tampas obriga a repensar, a olhar o problema e a tomar uma decisão devidamente fundamentada. Este foi o tema proposto à preparação de uma sessão em role-playing, com diferentes papéis da sociedade, numa turma de alunos de 11º ano de ciências e tecnologias, no contexto da disciplina de Física e Química A.

Abordaram-se argumentos económicos, científicos, sociais, éticos e apresentaram-se diferentes soluções para os diferentes problemas abordados.

Acima de tudo, a discussão permitiu esgrimir vários argumentos que, para a grande parte da plateia, eram novos, servindo para clarificar um problema da sociedade. Deste modo, contribuiu-se para uma tomada de decisão fundamentada, ao mesmo tempo que se sensibilizou a comunidade para um grave problema ambiental.

A avaliação feita antes e depois da sessão mostrou um impacte deveras positivo na opção pela água da torneira, sobretudo pelo grave problema ambiental causado pela acumulação de plástico nos oceanos.

Acredita-se que estas “pequenas gotas” são importantes para construir o “oceano” da sustentabilidade do planeta.

Arlete Cruz

Dia de Cidadania no AELC

Dia 27 de abril de 2018, pela manhã, no campo de jogos de Rio de Mouro, todos ou quase todos os jovens da Leal responderam à chamada. É preciso saber o que fazer quando estamos perante alguém em paragem respiratória. E foi com este propósito que no agrupamento se acolheu o movimento começado por alguém que sofreu com uma vítima que poderia ter sido socorrida se os jovens do nosso país tivessem este tipo de formação. O Agrupamento de Escolas Leal da Câmara foi sensível e por aqui aconteceu, com o apoio da CMS, da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, do Hospital Fernando da Fonseca, o mass training no âmbito do projeto “Salva uma vida, aprende os 3C’s”.

E foi comovente! Uma enorme massa humana e jovem, com empenho e afinco no treino para salvar vidas.

É este o caminho da cidadania. Estamos cá uns para os outros.

Arlete Cruz

#3 – E se Rio de Mouro tremer?

Dia 27 de abril, ao princípio da tarde, da secundária partiram alunos do 11.º ano de ciências e tecnologias de duas turmas rumo à básica de 1º ciclo da Serra das Minas do nosso agrupamento. Aí, distribuídos pelas quatro turmas de 4º ano, os jovens formadores, orientaram uma formação dos seus colegas mais novos acerca dos sismos e o que fazer em caso de sismo.

Houve tempo para explicar o que é um sismo e porque é que acontece; mostraram um vídeo de animação do site aterratreme.pt; responderam às questões (e foram imensas) que as crianças colocaram; explicaram o que devem fazer para se protegerem em caso de sismo e orientaram o treino que fizeram acontecer ali mesmo, tantas vezes quantas as necessárias até que as crianças estivessem a comportar-se de acordo com o que havia sido prescrito.

Saíram com a sensação de felicidade e vontade de fazer ainda mais. Faltam ainda quatro turmas de 4.º ano. Ficará para o final de maio. Mas, no próximo ano, certamente teremos estes jovens a integrarem um núcleo de segurança/proteção do Agrupamento.

Os sismos, ao longo deste ano 2017/2018, levaram-nos desde a interdisciplinaridade entre a Física e a Geologia, à leitura da obra “Quando Lisboa tremeu”, à conferência a duas vozes entre o seu escritor, Domingos Amaral, e o Professor Paulo Fonseca, geólogo da FCUL, e ainda a esta ação, em que o conhecimento é devolvido à comunidade.

Tivemos Ciência, Biblioteca e Cidadania!

Arlete Cruz

Doação de órgãos – sim ou não?

“Doação de órgãos – sim ou não?” é um tema controverso que, para ser discutido em profundidade ao ponto de se poder ter acesso a toda a informação que pode suportar uma tomada de decisão, tem de ser tido em conta argumentos de natureza muito diversa. A discussão foi promovida pela turma C1 do 12.º ano, no dia 15 de março de 2018, no contexto da disciplina de Biologia e contou com a presença de elementos da autarquia e do ensino superior. Em role-playing, assumindo papéis de médicos, de advogados, de crentes em diversas confissões religiosas, de psicólogos, de familiares de vítimas…, foi possível abordar a doação de órgãos de diferentes pontos de vista e obter o esclarecimento necessário à tomada de decisão fundamentada.

O debate foi animado ao ponto da plateia quase esquecer que no painel de discussão estavam apenas alunos (bem preparados, é certo!), mas que não eram efectivamente médicos, advogados, psicólogos…

Os alunos animadores da discussão saíram da sessão com a experiência de uma ação de cidadania junto da comunidade escolar e aperceberam-se de que é neste tipo de acções que esta competência se desenvolve.

Parabéns a todos os envolvidos

Arlete Cruz

O som a ser visto e ouvido

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Numa aula de Física do curso profissional de Eletrónica e Computadores, os alunos analisam o som, batendo palmas, ouvindo o tic-tac de um relógio através de tubos estreitos e de tubos compridos e observam a diferença, ouvem a música do telemóvel que viaja através do tubo grande, registam as observações que fazem e tiram conclusões.

Com algum divertimento, mas com a necessária concentração, analisam a natureza ondulatória do som e estudam as características das ondas longitudinais, como as do som, e também as das transversais. Verificam que uma onda transporta energia, mas não transporta matéria e fazem-no com uma tina com água onde provocam uma perturbação e veem que um pedacinho de cortiça só sobe e desce, não se deslocando nas direções de propagação da onda.

Com elásticos mais esticados ou menos esticados, estudam a frequência do som que produzem ao vibrar e associam a frequência de vibração à tensão dos elásticos e relacionam com algo que alguns conhecem bem – as cordas de uma guitarra.

Com diapasões a vibrarem ao mesmo tempo, verificam zonas de interferência destrutiva e construtiva.

Estão focados nas tarefas e “veem” o som com outros olhos e outros ouvidos.

Aulas com dinâmica e em que os alunos mostram que afinal é bom aprender.

Parabéns aos alunos e professora.

Arlete Cruz

Como medir o raio da Terra?

No dia 21 de março, em época do equinócio da primavera, alunos do 11.º ano de ciências e tecnologias reuniram-se no pátio da escola para responderem ao desafio “Como medir o raio da Terra?”. Seguiram um método com mais de dois mil anos, o de Eratóstenes.

Orientados por um guião, pesquisaram e construíram um plano experimental que, depois de discutido e validado pelas professoras de Matemática A e de Física e Química A, foi posto em prática. Consistia em medir, ao meio dia solar, o comprimento da sombra de uma haste colocada perpendicularmente ao solo. Este comprimento e o da haste haveriam de fornecer os dados necessários à determinação do perímetro da circunferência meridional da Terra ou do raio da Terra.

Foi uma atividade que envolveu um trabalho interdisciplinar entre a Matemática A e a Física e Química A, permitindo aos alunos a noção de conhecimento integrado, além de uma oportunidade de valorizar a memória da Humanidade numa dimensão que identifica o homem e o distingue dos outros animais – a do conhecimento.

Arlete Cruz

N.º 6 da Revista de Ciência Elementar

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Acabou de sair mais um número ( 6.º) da Revista de Ciência Elementar, onde pode encontrar temas como a última Cimeira do Clima, as lagoas alpinas, espécies invasoras, líquenes e o magnetismo no dia-a-dia, entre muitos outros. A Revista de Ciência Elementar está disponível na Biblioteca e na Sala de Professores e pode também ser consultada online gratuitamente, em formato ePub e pdf.

Doação de órgãos – Conferência

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Doar órgãos PORQUÊ… e para QUÊ? foi o tema da palestra realizada na ESLC no dia 7 de fevereiro pela Dra. Ana Paula Fernandes e integrada na disciplina de Biologia de 12º ano de escolaridade.

Os argumentos científicos, legais e éticos, a favor da doação de órgãos e tecidos foram excelentemente apresentados pela oradora, e constituíram uma mais-valia para a formação dos nossos alunos. Como criar órgãos e tecidos em laboratório ainda não é possível. Terá de ser a sociedade civil a decidir o que quer fazer dos seus órgãos quando partir. Só cidadãos informados podem tomar decisões fundamentadas.

Os alunos presentes foram unânimes na importância que atribuíram à atividade que consideraram muito pertinente e esclarecedora.

A doação de órgãos é um assunto urgente e de extrema importância. Ao assumirmos este compromisso estamos a doar não só órgãos mas também VIDAS.

O que é importante deve ser dito em vida! Diga ao mundo que é um dador.

Celeste Santos