As Aulas de Ciência em Cursos Profissionais

A ciência na Leal não é exclusiva das turmas de ciências e tecnologias dos cursos científico-humanísticos. Os alunos dos cursos profissionais da área da informática e da eletrónica também mostram que aprender física e química através da atividade experimental tem mais significado do que apenas resolvendo exercícios e assistindo a aulas teóricas.

Turmas de 3º ano estabelecem experimentalmente uma série eletroquímica de metais: analisam o poder redutor de cada um em relação ao de outros e colocam-nos por ordem desse poder redutor.

Usam depois esse conhecimento para, com recurso a dois metais com poder redutor diferente, construírem pilhas eletroquímicas com soluções condutoras bastante diversas: batata, limão, coca-cola e um tubo com água e sal. Medem a diferença de potencial criada em cada pilha, verificando que, em alguns casos, se atinge a mesma que numa pilha AA, ou seja, 1,5 volts. Associam em série todas as pilhas construídas e verificam que obtêm entre 7 e 8 volts.

É possível observar o interesse e a concentração que colocam na tarefa que decorre nos turnos de uma aula de 90 minutos, mas também a satisfação que os alunos sentem por construírem algo com significado para eles. Curioso ainda observar que se questionam durante o processo, quando algo de inesperado acontece, levando, dentro do possível, a investigar cientificamente a causa. É uma atitude que se interioriza e que se espera que levem para a vida, numa sociedade em que nunca como hoje foi tão importante o pensamento crítico e a capacidade de resolver problemas.

Assim, dignifica-se a escola e dá-se sentido à aprendizagem em ciência.

Parabéns aos alunos e à professora Catarina Ramos de Física e Química.

Arlete Cruz

 

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Ciência nos intervalos da Leal

É dia 17 de novembro de 2017 e a Leal celebra o seu 31.º aniversário. Tem, no seu ADN, a ciência e mostra-a até nos intervalos das aulas e em dia de festa.

A professora Maria Manuel e alunos de turmas do décimo ano e do décimo segundo ano animam a festa de aniversário que, partindo do laboratório, transborda para os espaços exteriores.

O laboratório de química despe-se de luz e veste-se de negro para que possamos observar diversos fenómenos com luz. Vemos reflexões, refrações, reflexões totais, difrações, dispersões e ainda algum divertimento à volta de luminescências. Apreciamos ainda o já tradicional presépio químico.

Os alunos envolvidos brindam-nos com o seu conhecimento e, com o seu entusiasmo, dão luz e cor à festa da Leal, mostrando que “aprender é uma festa”.

Continua assim, Leal.

Parabéns aos cientistas. Parabéns à Leal!

Aqui fica um pequeno filme sobre a atividade:

Semana da Ciência e da Tecnologia

 

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De 20 a 26 de Novembro, durante a Semana da Ciência e da Tecnologia, instituições científicas, universidades, escolas e museus abrem portas, proporcionando ao público oportunidades de observação científica e de contacto pessoal com especialistas de diferentes áreas do conhecimento.

Para a região de Lisboa, estão previstas mais de 100 atividades. Pode consultá-las aqui.

 

Os vulcões e as erupções vulcânicas

Durante as aulas de CN decorreu uma atividade prática que tinha como objetivo os alunos tomarem conhecimento dos vulcões e dos diferentes tipos de atividade vulcânicas existentes.

Numa primeira fase, os alunos, em grupo, e com bastante empenho, construíram maquetes de vulcões em 3D. As mesmas fizeram posteriormente parte de uma exposição sobre a Ciência que decorreu no átrio da Biblioteca para toda a escola.

Numa segunda fase, os alunos simularam uma atividade vulcânica efusiva.

A professora de CN,

Lurdes Ferreira

ATIVIDADE PRÁTICA: VAMOS “FAZER” FÓSSEIS

Durante as aulas de CN, os alunos das turmas do 7.º ano desenvolveram a atividade prática: Vamos “fazer” fósseis.

Com esta atividade pretendeu-se que os alunos se apercebessem do quão difícil é um ser vivo fossilizar e, ainda assim, a sua marca chegar aos nossos dias.

Os alunos chegaram ainda à conclusão que as partes duras dos seres vivos fossilizam mais facilmente que as suas partes moles, ficando mais bem marcadas nas rochas. Puderam também concluir que a erosão leva à destruição dos fósseis, impedindo que estes cheguem à atualidade por virem a ser destruídos ao longo do tempo.

Os alunos participaram na atividade com grande entusiasmo e interesse, tendo sido alcançados os objetivos da mesma.

Seguem algumas imagens do decurso da atividade.

A professora de CN,

Lurdes Ferreira

A Pseudociência

Cartaz David Marçal

Uma das finalidades do ensino das ciências é proporcionar a distinção entre alegações científicas e não científicas, o questionamento e a investigação para extrair conclusões baseadas na evidência científica que possam fundamentar tomadas de decisão com vista a um maior bem-estar social.

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Neste contexto, no dia 10 de março de 2017, recebemos David Marçal na Escola Secundária Leal da Câmara que nos veio falar da pseudociência com que hoje a sociedade é assaltada, sobretudo nos anúncios publicitários dos meios de comunicação social. Ajudou-nos a desmontar o discurso a que recorrem muitas empresas que utilizam indevidamente termos ou expressões científicas com a ideia de dar credibilidade às afirmações que fazem acerca dos produtos que vendem com o único objetivo de produção de lucros fáceis. Quem não seja detentor de conhecimento ou de atitude de investigação pode muito facilmente ser manipulado pelos interesses dessas empresas e ser prejudicado, quer financeiramente, quer na sua saúde.
O discurso muito acessível de David Marçal deixou claro que o conhecimento científico numa sociedade que se funda, para o bem e para o mal, no paradigma da ciência é absolutamente imprescindível.
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A Biblioteca e o Departamento de Ciências Experimentais agradecem, por um lado, à Editora Gradiva todo o apoio prestado para a realização desta aula aberta e, por outro lado, ao Centro de Produção Audiovisual a sua transmissão em direto online a partir do seguinte endereço: https://www.youtube.com/watch?v=wK7bWApOV1g. Bem hajam!

Arlete Cruz, professora de Físico-Química

Fixismo versus Evolucionismo

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Uma boa argumentação é aquela em que o orador possui uma ampla compreensão dos fundamentos da tese por si defendida, apresentando-os com rigor e clareza e mostrando disponibilidade e, mesmo, uma certa satisfação no contraditório, pois só ele permite pôr à prova os próprios argumentos. Ainda que dessa disputa intelectual não resulte consenso entre as partes envolvidas, uma depuração da verdade por elas sustentada é inevitável e, esse, é um momento de progresso científico e de puro gozo intelectual!

No dia 1 de fevereiro de 2017, no laboratório 1 de Biologia, entre as 12:30 e as 13:30 horas, decorreu um debate, não sobre a velha querela medieval Fé ou Razão, mas sobre o não menos controverso tema, Fixismo versus Evolucionismo. E, neste, uma boa argumentação, exclusivamente conduzida pelos alunos da turma C3 do 11.º ano, teve lugar para deleite do seu professor de Biologia e Geologia, João Manique e dos restantes professores convidados.

 

Viagem ao Infinitamente Pequeno

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Na passada semana, realizou-se na Leal da Câmara uma exposição de fotografia associada a laboratórios de Biologia abertos com a temática “Viagem ao Infinitamente Pequeno”. Nos laboratórios abertos, os alunos da turma C2 (e também doutras turmas do 11.º ano) ficaram encarregues da monitorização e explicação do friso cronológico situado no chão por baixo das respetivas fotografias (tiradas exclusivamente com smartphones), pelos alunos do 11.º ano nas aulas de laboratório, do modelo a três dimensões da dupla hélice do DNA e ainda das suas atividades.
Tanto os monitores como os alunos das turmas do 9.º ano da escola “Padre Alberto Neto”, contribuíram para um bom clima de aprendizagem e instrução das matérias dadas na disciplina de Biologia do curso de Ciências e Tecnologias.
É verdade que a entrada da exposição podia estar ainda um pouco mais apelativa – por exemplo devia ter a imagem de um microscópio na entrada, e que um pouco menos de frio tinha ajudado, mas, no geral, correu tudo bem. Acho que se deve continuar a realizar atividades do mesmo género porque permite aos alunos mais novos vivenciarem novas experiências e aos monitores a possibilidade de mostrarem o que fazem nos laboratórios de Biologia e de melhorarem a sua capacidade de comunicação.
É uma pena que haja uma adesão tão pequena por parte dos alunos mais novos para a área das ciências, visto esta ser tão importante para a evolução das sociedades e do mundo. Infelizmente estes ficam com a impressão de que o curso de Ciências e Tecnologias tem disciplinas cuja complexidade é muito elevada e que requerem muito trabalho. Nada que não se resolva com alguma autodisciplina e metodologias de estudo específicas.

Érica Martins, aluna do 11.º C2