Água engarrafada ou água da torneira?

O tema da água é fulcral ou não fosse essencial à vida na Terra. A sustentabilidade associada ao abastecimento público, quer através da canalização, quer pelo engarrafamento e distribuição comercial, é uma questão que merece atenção, sobretudo, atendendo a que nos últimos anos tem vindo a crescer o consumo de água engarrafada, muito pela ideia que se tem generalizado de que é melhor para a saúde por não ser sujeita a tratamento químico. No entanto, a quantidade incomensurável de resíduos provocados pela acumulação de garrafas e tampas obriga a repensar, a olhar o problema e a tomar uma decisão devidamente fundamentada. Este foi o tema proposto à preparação de uma sessão em role-playing, com diferentes papéis da sociedade, numa turma de alunos de 11º ano de ciências e tecnologias, no contexto da disciplina de Física e Química A.

Abordaram-se argumentos económicos, científicos, sociais, éticos e apresentaram-se diferentes soluções para os diferentes problemas abordados.

Acima de tudo, a discussão permitiu esgrimir vários argumentos que, para a grande parte da plateia, eram novos, servindo para clarificar um problema da sociedade. Deste modo, contribuiu-se para uma tomada de decisão fundamentada, ao mesmo tempo que se sensibilizou a comunidade para um grave problema ambiental.

A avaliação feita antes e depois da sessão mostrou um impacte deveras positivo na opção pela água da torneira, sobretudo pelo grave problema ambiental causado pela acumulação de plástico nos oceanos.

Acredita-se que estas “pequenas gotas” são importantes para construir o “oceano” da sustentabilidade do planeta.

Arlete Cruz

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Doação de órgãos – sim ou não?

“Doação de órgãos – sim ou não?” é um tema controverso que, para ser discutido em profundidade ao ponto de se poder ter acesso a toda a informação que pode suportar uma tomada de decisão, tem de ser tido em conta argumentos de natureza muito diversa. A discussão foi promovida pela turma C1 do 12.º ano, no dia 15 de março de 2018, no contexto da disciplina de Biologia e contou com a presença de elementos da autarquia e do ensino superior. Em role-playing, assumindo papéis de médicos, de advogados, de crentes em diversas confissões religiosas, de psicólogos, de familiares de vítimas…, foi possível abordar a doação de órgãos de diferentes pontos de vista e obter o esclarecimento necessário à tomada de decisão fundamentada.

O debate foi animado ao ponto da plateia quase esquecer que no painel de discussão estavam apenas alunos (bem preparados, é certo!), mas que não eram efectivamente médicos, advogados, psicólogos…

Os alunos animadores da discussão saíram da sessão com a experiência de uma ação de cidadania junto da comunidade escolar e aperceberam-se de que é neste tipo de acções que esta competência se desenvolve.

Parabéns a todos os envolvidos

Arlete Cruz

Doação de órgãos – Conferência

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Doar órgãos PORQUÊ… e para QUÊ? foi o tema da palestra realizada na ESLC no dia 7 de fevereiro pela Dra. Ana Paula Fernandes e integrada na disciplina de Biologia de 12º ano de escolaridade.

Os argumentos científicos, legais e éticos, a favor da doação de órgãos e tecidos foram excelentemente apresentados pela oradora, e constituíram uma mais-valia para a formação dos nossos alunos. Como criar órgãos e tecidos em laboratório ainda não é possível. Terá de ser a sociedade civil a decidir o que quer fazer dos seus órgãos quando partir. Só cidadãos informados podem tomar decisões fundamentadas.

Os alunos presentes foram unânimes na importância que atribuíram à atividade que consideraram muito pertinente e esclarecedora.

A doação de órgãos é um assunto urgente e de extrema importância. Ao assumirmos este compromisso estamos a doar não só órgãos mas também VIDAS.

O que é importante deve ser dito em vida! Diga ao mundo que é um dador.

Celeste Santos

Fixismo versus Evolucionismo

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Uma boa argumentação é aquela em que o orador possui uma ampla compreensão dos fundamentos da tese por si defendida, apresentando-os com rigor e clareza e mostrando disponibilidade e, mesmo, uma certa satisfação no contraditório, pois só ele permite pôr à prova os próprios argumentos. Ainda que dessa disputa intelectual não resulte consenso entre as partes envolvidas, uma depuração da verdade por elas sustentada é inevitável e, esse, é um momento de progresso científico e de puro gozo intelectual!

No dia 1 de fevereiro de 2017, no laboratório 1 de Biologia, entre as 12:30 e as 13:30 horas, decorreu um debate, não sobre a velha querela medieval Fé ou Razão, mas sobre o não menos controverso tema, Fixismo versus Evolucionismo. E, neste, uma boa argumentação, exclusivamente conduzida pelos alunos da turma C3 do 11.º ano, teve lugar para deleite do seu professor de Biologia e Geologia, João Manique e dos restantes professores convidados.