Publicado em 1.º ciclo, Física, Geologia

#3 – E se Rio de Mouro tremer?

Dia 27 de abril, ao princípio da tarde, da secundária partiram alunos do 11.º ano de ciências e tecnologias de duas turmas rumo à básica de 1º ciclo da Serra das Minas do nosso agrupamento. Aí, distribuídos pelas quatro turmas de 4º ano, os jovens formadores, orientaram uma formação dos seus colegas mais novos acerca dos sismos e o que fazer em caso de sismo.

Houve tempo para explicar o que é um sismo e porque é que acontece; mostraram um vídeo de animação do site aterratreme.pt; responderam às questões (e foram imensas) que as crianças colocaram; explicaram o que devem fazer para se protegerem em caso de sismo e orientaram o treino que fizeram acontecer ali mesmo, tantas vezes quantas as necessárias até que as crianças estivessem a comportar-se de acordo com o que havia sido prescrito.

Saíram com a sensação de felicidade e vontade de fazer ainda mais. Faltam ainda quatro turmas de 4.º ano. Ficará para o final de maio. Mas, no próximo ano, certamente teremos estes jovens a integrarem um núcleo de segurança/proteção do Agrupamento.

Os sismos, ao longo deste ano 2017/2018, levaram-nos desde a interdisciplinaridade entre a Física e a Geologia, à leitura da obra “Quando Lisboa tremeu”, à conferência a duas vozes entre o seu escritor, Domingos Amaral, e o Professor Paulo Fonseca, geólogo da FCUL, e ainda a esta ação, em que o conhecimento é devolvido à comunidade.

Tivemos Ciência, Biblioteca e Cidadania!

Arlete Cruz

Anúncios
Publicado em Física

O som a ser visto e ouvido

CAM00169.jpg

Numa aula de Física do curso profissional de Eletrónica e Computadores, os alunos analisam o som, batendo palmas, ouvindo o tic-tac de um relógio através de tubos estreitos e de tubos compridos e observam a diferença, ouvem a música do telemóvel que viaja através do tubo grande, registam as observações que fazem e tiram conclusões.

Com algum divertimento, mas com a necessária concentração, analisam a natureza ondulatória do som e estudam as características das ondas longitudinais, como as do som, e também as das transversais. Verificam que uma onda transporta energia, mas não transporta matéria e fazem-no com uma tina com água onde provocam uma perturbação e veem que um pedacinho de cortiça só sobe e desce, não se deslocando nas direções de propagação da onda.

Com elásticos mais esticados ou menos esticados, estudam a frequência do som que produzem ao vibrar e associam a frequência de vibração à tensão dos elásticos e relacionam com algo que alguns conhecem bem – as cordas de uma guitarra.

Com diapasões a vibrarem ao mesmo tempo, verificam zonas de interferência destrutiva e construtiva.

Estão focados nas tarefas e “veem” o som com outros olhos e outros ouvidos.

Aulas com dinâmica e em que os alunos mostram que afinal é bom aprender.

Parabéns aos alunos e professora.

Arlete Cruz

Publicado em Ciência na escola, Física, Matemática

Como medir o raio da Terra?

No dia 21 de março, em época do equinócio da primavera, alunos do 11.º ano de ciências e tecnologias reuniram-se no pátio da escola para responderem ao desafio “Como medir o raio da Terra?”. Seguiram um método com mais de dois mil anos, o de Eratóstenes.

Orientados por um guião, pesquisaram e construíram um plano experimental que, depois de discutido e validado pelas professoras de Matemática A e de Física e Química A, foi posto em prática. Consistia em medir, ao meio dia solar, o comprimento da sombra de uma haste colocada perpendicularmente ao solo. Este comprimento e o da haste haveriam de fornecer os dados necessários à determinação do perímetro da circunferência meridional da Terra ou do raio da Terra.

Foi uma atividade que envolveu um trabalho interdisciplinar entre a Matemática A e a Física e Química A, permitindo aos alunos a noção de conhecimento integrado, além de uma oportunidade de valorizar a memória da Humanidade numa dimensão que identifica o homem e o distingue dos outros animais – a do conhecimento.

Arlete Cruz

Publicado em Ciência na escola, Física, Geologia

E se Rio de Mouro tremer?

Image2.png

A 7 de fevereiro de 2018 tivemos a honra de receber na Secundária Leal da Câmara dois ilustres convidados. Acederam ao convite para virem partilhar connosco a sua obra e o seu saber na conferência “E se Rio de Mouro tremer?”. Trata-se do escritor Domingos Amaral que escreveu “Quando Lisboa tremeu”, romance que se desenrola no cenário do terramoto de 1755 em Lisboa, e o Professor Doutor Paulo Fonseca, geólogo na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Foi uma sessão em que a ciência e a literatura se fundiram e deram lugar a uma reflexão sobre o risco e o perigo sísmico da região de Lisboa e também de Rio de Mouro.

A comunidade de leitores da Biblioteca leu o livro de Domingos Amaral e alunos de 11º ano de CT trabalharam o tema dos sismos em aula interdisciplinar entre a Física e Química A e a Biologia e Geologia. Tinham muitas questões a colocar. Foi curto o tempo para debate, mas saíram seguramente mais ricos.

A sessão foi divulgada em streaming aqui, atendendo ao interesse demonstrado por diferentes turmas que não tiveram oportunidade de lá estar no auditório e por ser de interesse público. Pudemos contar com a presença de responsáveis e técnicos da Câmara Municipal de Sintra, da Junta de Freguesia e do Agrupamento de Escolas Leal da Câmara.

Um agradecimento muito particular aos dois oradores, escritor Domingos Amaral e Professor Paulo Fonseca.

Arlete Cruz

Publicado em Física, Química, Semana da Ciência

Laboratórios abertos na PAN – Semana da Ciência

received_10214151502035208
Pega monstros, escrita invisível, o lenço que arde, encher balões sem soprar, o cabelo do Einstein, materiais bons e maus condutores de eletricidade e molas saltitonas, … a física e a química a animar os momentos de laboratórios abertos na Padre Alberto Neto, atividade integrada na Semana da Ciência. Alunos de 3.º ciclo motivados, cheios de curiosidade e com vontade de “pôr a mão na massa” e professores que, esquecendo o cansaço, se entusiasmam com a alegria estampada no rosto dos seus alunos, que não hesitam em dizer que para o próximo ano querem mais.

Parabéns a todos! Foi um sucesso!

Arlete Cruz

Publicado em Atividades, Física, Química

Ciência nos intervalos da Leal

É dia 17 de novembro de 2017 e a Leal celebra o seu 31.º aniversário. Tem, no seu ADN, a ciência e mostra-a até nos intervalos das aulas e em dia de festa.

A professora Maria Manuel e alunos de turmas do décimo ano e do décimo segundo ano animam a festa de aniversário que, partindo do laboratório, transborda para os espaços exteriores.

O laboratório de química despe-se de luz e veste-se de negro para que possamos observar diversos fenómenos com luz. Vemos reflexões, refrações, reflexões totais, difrações, dispersões e ainda algum divertimento à volta de luminescências. Apreciamos ainda o já tradicional presépio químico.

Os alunos envolvidos brindam-nos com o seu conhecimento e, com o seu entusiasmo, dão luz e cor à festa da Leal, mostrando que “aprender é uma festa”.

Continua assim, Leal.

Parabéns aos cientistas. Parabéns à Leal!

Aqui fica um pequeno filme sobre a atividade:

Publicado em Física

A tecnologia LED em discussão numa aula aberta

20170614_192918

Em 2014, o Prémio Nobel da Física foi atribuído a três cientistas japoneses, da Universidade da Califórnia, nos EUA, por terem inventado há 20 anos, um LED de luz azul que veio permitir uma revolução na quantidade de energia necessária para iluminar as nossas cidades e casas, além de proporcionar uma série de outras opções tecnológicas com que somos e seremos presenteados daqui para o futuro.

Mas, tal como com muitas outras tecnologias, questiona-se se esta tecnologia LED será completamente inócua. Foi desta questão-problema que, no contexto curricular da disciplina de Física e Química A, as turmas 10.º C1 e 10.º C3 partiram para a discussão num cenário de role-playing sujeito ao tema “Lâmpadas LED nas salas de aula – Sim ou não?”.

O recurso a uma estratégia de representação de papéis teve a intenção de tornar a tarefa mais divertida para os alunos, mas sobretudo porque garantia que as vertentes de abordagem da questão se alargassem durante a discussão, permitindo enriquecê-la.

Com base num guião, todos os alunos fizeram a pesquisa, e, em grupo, prepararam um personagem para a discussão entre os representantes dos diversos grupos. No caso do 10.º C1, aconteceu numa aula aberta às famílias, no dia 14 de junho de 2017 pelas 19:00 horas.

O entusiasmo e entrega por parte dos alunos envolvidos foi deveras evidente e as famílias demonstraram sentido agrado pelo momento de partilha de práticas educativas que a escola proporcionou. Agradece-se a disponibilidade e o interesse com que as famílias corresponderam ao convite, tendo com a sua presença oferecido a oportunidade de elevar o grau de responsabilidade e de exigência associado ao trabalho desenvolvido. Em rede, escola e famílias, o nível de educação dos nossos jovens fica a ganhar.

Publicado em Física

Inquiry no Agrupamento Leal da Câmara

Nos dias 5 e 6 de junho de 2017, alunos do 12.º C4 e do 11.º C6, com a professora de Física e Química Maria Manuel Costa, deslocaram-se à escola EB1 de Rio de Mouro 1 para orientarem os seus colegas de 4.º ano numa investigação. O problema “Que material devemos escolher para a construção de uma nave espacial?” serviu de motor para toda a investigação levada a cabo pelos alunos mais jovens, orientados pelos seus colegas mais crescidos. Uns e outros tiveram de adquirir/mobilizar competências associadas à natureza da ciência para que conseguissem, de modo científico, extrair uma conclusão. Com recurso a um kit da ESA (Agência Espacial Europeia), gentilmente cedido para o efeito pelo Ciência Viva – Pavilhão do Conhecimento, estudaram as propriedades exigidas para a situação em causa, colocaram hipóteses, experimentaram, mediram diferentes propriedades de diferentes materiais, utilizaram conceitos científicos associados a correta linguagem científica, registaram os resultados, analisaram-nos e, como investigadores a sério, tiraram conclusões baseadas na evidência científica. A par disso, é de notar que, durante as quase duas horas de trabalho, não houve ninguém, entre os mais e os menos jovens, que estivesse fora da tarefa. O entusiasmo e a concentração eram evidentes, ou seja, aconteceu verdadeira aprendizagem. É caso para dizer que o caminho da aprendizagem em ciência no século XXI deve ser trilhado por aqui, pela utilização da metodologia de Inquiry. Haja condições para explorar e desenvolver este tipo de trabalho e assim será.

Arlete Cruz

Publicado em Física, Química

Pipocas com telemóvel e a pseudociência

unnamed (1)

Uma das finalidades do programa da disciplina de Física e Química A é “Proporcionar aos alunos uma base sólida de capacidades e de conhecimentos da física e da química, e dos valores da ciência, que lhes permitam distinguir alegações científicas de não científicas, especular e envolver-se em comunicações de e sobre ciência, questionar e investigar, extraindo conclusões e tomando decisões, em bases científicas, procurando sempre um maior bem-estar social.”

Com base numa obra de divulgação científica, Pipocas com telemóvel e outras histórias de falsa ciência, de David Marçal e Carlos Fiolhais, editado pela Gradiva, alunos das turmas 10ºC1 e 10ºC3 foram desafiados a realizarem um pequeno vídeo acerca de uma das histórias que leram. Recorrendo à leitura da obra, a outras pesquisas, a evidência científica ou ainda, em alguns casos, ao humor, desmontaram aldrabices científicas que abundam na net ou na publicidade com que somos bombardeados com o fim de contribuir para lucros que grandes empresas pretendem alcançar.

Muitos destes pequenos vídeos, realizados com tanto entusiasmo, demonstram que algum caminho no desenvolvimento do pensamento crítico já foi feito. Espera-se que continuem com a lanterna do conhecimento acesa para que contribuam para uma sociedade esclarecida.

Departamento de Ciências Experimentais do AELC

Publicado em Física, Química

Moedas de 5 cêntimos e gotas de água

Nas últimas semanas de aulas do 1.º período e do 2.º período, aconteceram workshops do projeto “+ Ciência na Leal” com a designação “Moedas de 5 cêntimos e gotas de água”, em que se trabalharam competências associadas à natureza da ciência. Mais concretamente, utilizando a metodologia de Inquiry, os alunos perante o problema “Quantas gotas de água consegues colocar em cima de uma gota de água?” tiveram de observar as variáveis que influenciavam o resultado, planear a experiência de modo a controlar essas variáveis, experimentar, interpretar e concluir.
Com uma situação bem simples, foi possível explicitar o modo como um cientista tem de trabalhar quando faz investigação.
O interesse demonstrado pelos cerca de 40 alunos envolvidos nos dois workshops, deixa pensar que este é o caminho da educação em ciência no século XXI.
O Grupo de Física e Química